
Toda a idéia desse post é proveniente de um desconforto que tive, há algum tempo, ao assistir uma edição do programa Altas Horas, da rede Globo. No referido programa, um músico qualquer pé-rapado jamaicano gemia cantava suas músicas, e durante um quadro chamado “eu protesto”, aproveitou a fama e a graça do momento para tocar em um assunto que ia muito além de sua competência e capacidade intelectual: a legalização da maconha no Brasil.
“Protesto contra as leis que proíbem o uso da maconha no Brasil, aqui deveria ser legalizado”, dizia o enxerido. E aplausos e gritos moderados de uma juventude cheia de energias para gastar em micaretas surgiu. É de bom tom ressaltar aqui que não fico revoltado com os aplausos a essas tolices, penso que isso é mais uma questão educacional do que de cidadania propriamente. Fico chateado mesmo é quando os que aplaudem passam a ter voz. A maior quantidade de bobagens e idéias tortas de cidadania surge quando aqueles que fazem apologia a maconha tentam explicar o inexplicável.
Primeiramente, por que a maconha? Por que não a marcha pelo loló, ou pela cocaína? É por que é a droga mais barata? (isso nao procede) Afinal, o tipo legal não faz referencia a maconha, lsd, heroína ou o escambau. O tipo legal faz referência a droga, e droga é o que consta na portaria SVS 344/98 do Ministério da Saúde como droga. Se você é um ativista pró-maconheiros, que reúna, além dos motivos fenomenais usualmente empregados (provavelmente pensados enquanto você fumava um baseado), razões que diferem a maconha de qualquer outro entorpecente.
Ora, esse é o primeiro problema dessas manifestações tão esdrúxulas. Aqueles que pedem pela legalização da maconha “esquecem” de pedir também pelas outras drogas. Isso, pois, vou ignorar completamente os argumentos de que é uma substância diferente, do bem, que maconha tem vitamina C, faz bem para a próstata edegenera regenera neurônios. Até onde eu sei, “vitaminas” e substancias medicamentosas existem até em veneno de cobra. Do ópio, por exemplo, foi extraída a heroína, e milagrosamente também a morfina.
Outro ponto que me causa muito desconforto, é ouvir o clichê opinativo que toma de conta dessas passeatas. O raciocínio regressivo utilizado pelos maconheiros e afins em geral é quase unânime e espanta em simplicidade: maconha legalizada = fim do tráfico = fim da violência. Esse raciocínio matemático aplicado ao social mais me revela uma preguiça mental do que uma conclusão coerente. A maconha é plantada aqui mesmo. As mulas e o transporte em barcos e aéreos de cargas medidas apenas em kilos trazem todos os dias quantidades absurdas de cocaína, que é muito mais rentável para o tráfico (com a maconha, teria que se passar com toneladas pelas fronteiras). Além do que, até parece que o usuário de maconha so usa maconha mesmo. Seria até cômico ouvir daqueles que mais tagarelam a palavra “hipocrisia” comentarem algo do tipo: “eu fumo maconha, mas nunca vou experimentar cocaína, essa nao pode”. Um recado: leitor-maconheiro, utilize qualquer argumento, mas não se exima da responsabilidade de que o(a) senhor(a) patrocina o tráfico de drogas e a criminalidade em nosso país, independente do valor que você dá ao ponderar o prazer do uso e as mazelas desse ato.
“Protesto contra as leis que proíbem o uso da maconha no Brasil, aqui deveria ser legalizado”, dizia o enxerido. E aplausos e gritos moderados de uma juventude cheia de energias para gastar em micaretas surgiu. É de bom tom ressaltar aqui que não fico revoltado com os aplausos a essas tolices, penso que isso é mais uma questão educacional do que de cidadania propriamente. Fico chateado mesmo é quando os que aplaudem passam a ter voz. A maior quantidade de bobagens e idéias tortas de cidadania surge quando aqueles que fazem apologia a maconha tentam explicar o inexplicável.
Primeiramente, por que a maconha? Por que não a marcha pelo loló, ou pela cocaína? É por que é a droga mais barata? (isso nao procede) Afinal, o tipo legal não faz referencia a maconha, lsd, heroína ou o escambau. O tipo legal faz referência a droga, e droga é o que consta na portaria SVS 344/98 do Ministério da Saúde como droga. Se você é um ativista pró-maconheiros, que reúna, além dos motivos fenomenais usualmente empregados (provavelmente pensados enquanto você fumava um baseado), razões que diferem a maconha de qualquer outro entorpecente.
Ora, esse é o primeiro problema dessas manifestações tão esdrúxulas. Aqueles que pedem pela legalização da maconha “esquecem” de pedir também pelas outras drogas. Isso, pois, vou ignorar completamente os argumentos de que é uma substância diferente, do bem, que maconha tem vitamina C, faz bem para a próstata e
Outro ponto que me causa muito desconforto, é ouvir o clichê opinativo que toma de conta dessas passeatas. O raciocínio regressivo utilizado pelos maconheiros e afins em geral é quase unânime e espanta em simplicidade: maconha legalizada = fim do tráfico = fim da violência. Esse raciocínio matemático aplicado ao social mais me revela uma preguiça mental do que uma conclusão coerente. A maconha é plantada aqui mesmo. As mulas e o transporte em barcos e aéreos de cargas medidas apenas em kilos trazem todos os dias quantidades absurdas de cocaína, que é muito mais rentável para o tráfico (com a maconha, teria que se passar com toneladas pelas fronteiras). Além do que, até parece que o usuário de maconha so usa maconha mesmo. Seria até cômico ouvir daqueles que mais tagarelam a palavra “hipocrisia” comentarem algo do tipo: “eu fumo maconha, mas nunca vou experimentar cocaína, essa nao pode”. Um recado: leitor-maconheiro, utilize qualquer argumento, mas não se exima da responsabilidade de que o(a) senhor(a) patrocina o tráfico de drogas e a criminalidade em nosso país, independente do valor que você dá ao ponderar o prazer do uso e as mazelas desse ato.
O vocalista da banda Detonados, o Tico, tornou público ontem o que pensa de quem discorda da legalização: “Acho uma hipocrisia uma sociedade tabagista e alcoólatra condenar o uso da maconha. Para mim, quem é contra a legalização é a favor do tráfico de drogas". Não, Tico. Você, que põe seus prazerezinhos de merda à frente de graves problemas institucionais, é quem é a favor desse crime. Você, que compra ilegalmente esse entorpecente, financiado pelos maiores traficantes de drogas, armas e pessoas, é quem patrocina a violência das grandes cidades. Não abre mão de um vício estúpido em prol de uma vida humana, por que vive no mundo das idéias. E além de tudo, o seu argumento é mais fraco que o dos demais.
O tabagismo e o alcoolismo são outros dois graves problemas no Brasil. O que o vocalista argumenta, usando suas próprias palavras, é: “dane-se, a gente ja ta na merda mesmo, vamo afundar ainda mais essa porra”. Caro, os problemas sociais causados pelo uso excessivo do álcool vão desde problemas de saúde pública, onde pessoas abandonam suas vidas progressas para “viver” do vício, abreviando suas vidas e causando sofrimento aos familiares, até como uma das principais causas indiretas de mortes no país.
Abro um parêntese, pois esse problema necessita um pouco mais de minha atenção. É divulgado anualmente um balanço das principais causas de mortes por grupos no país, e para fins de conclusões observei os dados divulgados pelo jornal O Estadão. No Brasil, as mortes por acidentes no trânsito so perdem para doenças cardiovasculares e homicídios, e entre as mulheres, é a segunda causa de morte. E qual a maior causa de acidentes de trânsito no país? O álcool. E é por que nossa legislação criminalizou a conduta, e dirigir com qualquer concentração de álcool superior a 6 decigramas por litro de sangue já enquadra a conduta do motorista na esfera criminal. Pelo menos para o álcool temos o bafômetro, e com a maconha? Teria que existir o maconhômetro.
E qual a diferença entre o álcool e a maconha então? Culturalmente, muitas. Mas do ponto de vista prático comentado nesse post, nenhuma. Os dois são mazelas entorpecentes, e devem ser combatidas. Sou até fã de de uma cervejinha, mas no dia que isso for considerado crime, abriria mão numa boa. É preciso ponderar o que desejamos para nós e, ao mesmo tempo, comparar com os benefícios coletivos de certas condutas. Você pode até argumentar que cerveja nunca fez mal a você, e que sabe dirigir “nas manhas” mesmo depois de tomar uma grade. Mas imagine quantos não sabem, ou quantos acham que sabem. É por isso que a lei existe, para limitar por baixo, para que as condutas sejam padronizadas e os riscos coletivos sejam minimizados. Meu prazer pessoal é irrelevante quando existem coisas mais importantes em jogo.
Quem dá um teco também argumenta muitas coisas boas, altas viagens, deve ser fodástica a experiência. Mas e os vários que sofrem de amnésia, imergidos no vício e incapazes de comprar o baseado mais caro das elites, sustentando o vício com furtos e roubos? É por eles que a lei existe, e não por meia dúzia dos que possuem empregos prósperos e controlam seus hábitos para que não virem vício. E esse raciocínio se aplica a quase qualquer entorpecente. Todos tem sua parcela de prazer e de malefício, onde a qualidade e a quantidade surgem como fatores determinantes.
Essa similaridade põe todos os entorpecentes sob o mesmo prisma, e torna a marcha pela maconha uma luta sem argumentos. Peço perdão ao leitor, mas me ponho mais uma vez a especular: e se a maconha fosse, por uma fatalidade do destino, legalizada? Nem penso muito em todas as implicações sociais e de saúde pública que relatei, mas no rumo disso tudo. Será que os maconheiros se sentiriam satisfeitos com a maconha? Afinal, se a cocaína tem sua parcela de benefícios também, em quanto tempo haveria uma luta pela sua descriminalização também? Já imaginaram, isso vai ao infinito, pois de substâncias psicotrópicas o mundo ta cheio, surgindo novas e mais potentes a cada dia.
A sociedade como um todo busca prosperidade, hábitos saudáveis e respeito ao direito do próximo. O uso de drogas entorpecentes vai ao encontro disso tudo, independente de qual seja ela, pelo fato de tornar reduzidas as noções de limites, sendo estes mais facilmente desrespeitados. Especulei no parágrafo anterior apenas para fazer o arremate do meu argumento:
Senhores maconheiros e afins, peço que tenham mais colhões, e lutem por aquilo que vocês realmente querem, que é a legalização de todos os tipos de entorpecentes. É evidente que a sua luta atual é sem sentido e sem-vergonha. Lutem por um mundo cheio de paz, amor, e muita lombra pra vocês curtirem, até que todos virem zumbis, e aí então teremos uma discussão mais honesta, onde pelo menos saberemos exatamente o que vocês querem. Mas até lá, cuidado, suas condutas atuais são criminosas e intoleráveis na esfera penal.
Qual diferença entre o álcool e a maconha então?
ResponderExcluirA diferença é que a primeira o Ronaldo vende na televisão a segunda é que vem dos índios e isso pra elite é brega.
Me diga qual a que faz mais mal? Qual a que deixa mais pessoas nas calçadas, desempregadas, viciadas, com famílias destruídas?
"Sou até fã de de uma cervejinha, mas no dia que isso for considerado crime, abriria mão numa boa."
Que pena que seja uma pessoa totalmete fiel ao sistema, que não tenha um desejo de mudar para o que quer. Abriria mão de tudo por causa desses políticos corruptos (99,9%) que fazem leis só para beneficiar os bandidos, só para soltar esses criminosos, enquanto nós trabalhadores que trabalhamos a semana inteira e não temos o direito de nos divertir como nossos antepassados por causas desses hipócritas lá de Brasilia que enchem o cú de cocaina
pq eh chique e porque eles podem e são intocáveis.
O alcool e a maconha é questão de educação, se você sabe como usar a bebida pode também saber como usar a maconha, como muita gente faz como trabalhar honestamente e gosta de uma cervejinha na sexta-feira como também de dá um tapinha e ir pra casa ver sua família tranquilo.
Sugiro que um dia você fume um baseado do bom ai sim você poderá falar com mais propriedade.
Abraços.
Primeiro, a diferença é que o Ronaldo vende o alcool, e o Beira-Mar, concorrente do Marcola, vende a maconha;
ResponderExcluirOutra, é evidente que sua revolta é contra o Estado de Direito (artigo 1 da CF), e não com os meus argumentos. Se não quer viver em um estado feito por leis em que todos os políticos, de acordo com você, são corruptos, sugiro que lute por algo maior que uma liberação, talvez outra ditadura.
Terceiro, alcool e maconha podem até ser questao de educaçao. Mas, sendo honesto, pensando no problema do transito que citei no post, vc acha mais rapido endurecer (ou manter) a lei ou educar as pessoas? Educação é um processo lento. Enquanto voce argumenta pelo seu mundo idealmente educado, as pessoas vao morrendo no transito (e morrerao mais por sua luta). Isso tudo pra te “dar o direito de dar um tapinha e ver tua familia tranquilo”.
E por ultimo, não preciso dar tapinha em baseado algum pra ter propriedade pra falar desse assunto (ou qualquer outro), assim como também não preciso roubar pra falar de ladrão (nao me interprete mal). Abraços.
O que interessante observar com relação a esse assunto em comento e que a galera que hj fuma maconha um dia vai ser pai e mae e com que moral vao qre orientar filhos?? num pais em que prevalece as coisas futeis e estupidas como um babaca daqles que nem o mareclo D2 que canta sobre apologia a maconha pra mim tdos sao criminosos pois tdos sabem que as drogas esta associado a criminalidade, qntas pessoas ja morreram por conta da maconha. por issso que o pais e visto no mundo conforme o stalone disse " Voçe explode o pais deles e ainda te dao um macaco de presente". E um asburdo esse bando de gente sem noçao falar uma merda dessa isso e porque eles ainda nao foram vitimas de uma bala de traficantes que fazem tdo para obter lucros exorbitantes com a venda de drogas e nao tem noçaõ da amplitude de que esse argumento podera trazer a sociedade ao país. Dessa forma e inviavel falar de sociedade justa sem crime presente as drogas jamais que deve ser combatido com mao de ferro e com severas leis a traficantes porq esses manes que fumam essa porra vao prejudicar uma pessoa la na frente!!!
ResponderExcluirTu é um bosta cara, você não faz falta nenhuma à sociedade!! Kill yourself, bitch!
ResponderExcluirE por fim, um dia será legalizado a maconha e pessoas que nem você simplesmente vão ter que aceitar e respeitar! :) Da mesma forma que aconteçeu com a união civil gay à umas semanas atrás.. VIVA A LIBERDADE INDIVIDUAL!!!
Acredito em uma nova postura referente a todas as drogas e não somente quanto a maconha!
ResponderExcluirO modelo repressivo tem se mostrado ineficiente para tratar a questão. As pessoas continuam utilizando entorpecentes apesar da proibição, tal qual sempre fizeram, sendo que o combate ao uso dos mesmos acarreta o aumento de lucratividade em seu comércio.
A proibição já demonstrou ser ineficaz para tratar o problema uma vez gera um gasto público elevado em seu combate. Em minha cidade cerca de 80% dos processos criminais são de tráfico e de uso de entorpecentes e da mesma forma o uso dos equipamentos policiais deve seguir a mesma percentagem.
Como senão bastasse o consumo continua crescendo gerando despesas com o tratamento dos adictos e dos males de saúde que as drogas causam. Talvez a pior consequência da proibição seja o favorecimento e difusão do crime organizado onde quadrilhas de traficantes através do dinheiro obtido com a venda de drogas financiam a aquisição de armamentos para a defesa de seus territórios e tais armamentos são alugados para a prática de outros delitos. A guerra entre quadrilhas de narcotraficantes e entre estas e a polícia carreta morte de pessoas inocentes que moram nas regiões dominadas pelo tráfico ou em suas proximidades.
A regulamentação do comércio dos entorpecentes gerará arrecadação de tributos elevados nos moldes do que acontece hoje com o tabaco e o álcool, liberará a polícia e o Judiciário para o combate de outros delitos, inclusive os praticados pelos viciados para aquisição do entorpecente, e comerá pela perna o crime organizado cortando sua maior fonte de receitas.
A regulamentação do comércio deverá ocorrer de forma racional, com aplicação de altas penas para quem vende entorpecentes para menores de idade aumentando-se também gravemente a pena para que assim proceda com relação ao tabaco e o álcool que estarão na mesma categoria.
O uso deverá ser regulamentado tal qual ocorre hoje com o cigarro ou ainda de forma mais restritiva, tal devendo ocorrer também com o consumo de bebidas alcoólicas. CParte das verbas arrecadadas deverá ser obrigatoriamente ser utilizada na prevenção do uso, devendo ser lembrado que o consumo do cigarro vem caidno drasticamente no Brasil em razão de tais campanhas.
Também deverá ocorrer o agravamento das penas para quem dirige sob a influencia de entorpecentes, sendo certo que já existem sim aparelhos similares ao etilometro para a detecção de substancias entorpecentes.
Sou a favor inclusive da proibição de venda de cigarros e bebidas alcoólicas em padarias, mercados e supermercados, devendo existir estabelecimentos específicos para a venda de cada uma destas substancias e que serão devidamente fiscalizadas e gerarão empregos em tabacarias, adegas e drogarias (venderão drogas exclusivamente).
Creio que outras formas de pensar devem ser testadas pois a repressão não tem funcionado a contento devendo ser lembrado que a experiência americana de proibição de uso do álcool gerou um incrível aumento no crime organizado naquele país com o consequente aumento da violência, corrupção e despesas policiais e judiciárias.
Esta na hora de repensarmos nossas posições, pois o consumo de droga continuará e da maneira como nos temos posicionado hoje nossos filhos continuarão expostos ao uso dos entorpecentes, com possibilidade de serem presos e sem qualquer atuação do estado em sua eventual recuperação, se é que não serão vítimas de uma bala perdida.
Dizer que é o usuário que financia o tráfico é uma inversão de verdades pois em meu entender é a proibição que assim o faz. Ainda que não se pense desta maneira cairemos no dilema eterno se um ou se outro (quem nasceu primeiro?). O certo é que não conseguimos acabar com o uso, que tal tentarmos acabar co a proibição?
vai marchar pela vaca da tua mae
ResponderExcluirComplicado quando não se identificam...
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