
A rede terrorista Al-Qaeda é extremamente complexa, cheia de coordenações, braços e seguidores. Responsável por alguns dos maiores atentados terroristas da história, é uma ameaça permanente e concreta a quase qualquer bom adjetivo que reflita qualidade de vida, não somente aos Estados Unidos, mas a todos.
A guerra, por outro lado, é uma contrapartida aos atos de terror. Não se gasta cifras que percorrem os trilhões de dolares americanos (o PIB de alguns países do G8) em guerras com objetivos fúteis. Quantias desta magnitude, porquanto não justificam, de alguma forma refletem o empenho e que tipo de valores estão sujeitos a supressão, como argumentos favoráveis aos direitos humanos ou simples argumentações de vingança (como se a morte resolvesse todos os problemas).
Sim, foi noticiado, de algumas várias formas, que Osama Bin Laden foi morto. E esse é o primeiro ponto a ser comentado. Nesses momentos é que algumas pessoas gostam de ecoar, como papagaios, as expressões “ética” e “direitos humanos”. Nem preciso ressaltar que são, na maioria das vezes, pessoas que vêem tudo bem de longe, onde as palavras valem bem mais do que ações. Ou talvez no lugar onde tenha validade o imperativo categórico de Kant, antagônica à suposição de que se Bin Laden tivesse matado, decaptado ou explodido “os meus”, minha opinião seria diferente.
Por sorte, mesmo no Brasil, alguns direitos fundamentais mais fundamentais podem ser suprimidos, como na decretação de Estado de Sítio, em caso de guerra declarada. Guerra é guerra, e o inimigo é um potencial ofensor enquanto tiver poder de destruição, armado ou não. Osama, vivo e algemado, certamente tem mais poder de destruição do que morto. Não é cabível a ele nem contraditório, nem ampla defensa. É como um flagrante de crime permanente, e matá-lo, armado ou não, não é nada mais do que inexigibilidade de conduta diversa, ou legítima defesa, tanto faz.
Se Bin Laden fosse capturado, sendo apresentado algemado ao vivo pela CNN para o mundo, sem o seu gorro árabe e sem barba, o que aconteceria? Claro que é apenas especulação, e por ela cada um de nós (inclusive a CIA)especula, de forma a tomar suas decisões, antevendo os passos dos inimigos, das massas, dos aliados e ignorando inteligentemente os ativistas extremistas pro-direitos humanos, por uma causa maior. Eis as minhas especulações:
Se Osama fosse apenas capturado, penso que seria muito mais revoltante para a rede terrorista do que se ele estivesse morto, com suas 70 virgens e curtindo uma vibe com Alá. Ja vi a Al-Qaeda sequestrar e decaptar civis por muito menos do que isso. E cá para nós, fazer mal a civis é de uma tremenda facilidade. Mal faz quem quer, e essas pessoas, cidadãos dos EUA e aliados na guerra ao terror, estão espalhados pelo mundo, mesmo sem ter uma milionésima fração de poder de decisão ou responsabilidade pela guerra deflagrada. Vejam por exemplo no Brasil, portas escancaradas ao tráfico de armas, drogas e pessoas patrocinado pela inércia (quem falou desrespeito?) administrativa, que ao invés de aparelhar, decide sucatear o órgão responsável pela patrulha das fronteiras (Polícia Federal). Agora, lembrem-se de quantos americanos vivem no Brasil, ou melhor, de quantas delegações americanas, inglesas, francesas, etc., virão ao Brasil nos proximos 5 anos... prato cheio para as mentes perversas.
Alguns argumentam que vivo ou morto, os seguidores de Bin Laden irão fazer o mal do mesmo jeito. E vão fazer mesmo, independente de terem cortado ou não o Bilau da rede terrorista. Mas até onde eu sei, o mal feito pelos terroristas é sua moeda, seu poder de barganha. E com a morte do líder, eles não teriam mais ou menos poder de ação, a não ser seu desespero em tomar atitudes puramente maldosas, o que nem mesmo os terroristas pensam que fazem (pasmem, mas é verdade). Pelo menos evitou que um monte de radicais xupetas apareçam com embaixadores, soldados, jornalistas, garçons, etc., americanos sendo decapitados com vídeos postados no youtube após exigências absurdas de troca de prisioneiros. Deixe que transijam com o inferno agora.
Mas tudo bem, Bin Laden não morreu, pelo menos não da forma como foi noticiado. Essa é a minha opinião, em uma análise mais ponderada dos fatos. Lembram-se dos motivos fúteis de uma guerra? Pois é, vingança é, dissimuladamente, o mais fútil dos motivos. Quando o presidente americano diz em seu discurso que a justiça foi feita, ele blefa, blasfema ou bosteja (ato de jogar bosta com argumentos), como preferir. O objetivo da guerra não é matar Osama, mas neutralizar o terror. É sabido que Osama, hoje, é uma peça, e não o todo.
Para enfeitar o blefe, argumenta que o corpo, nunca mostrado, foi enrolado em uma túnica branca e jogado ao mar, em uma tentativa de justificar o sumiço da prova cabal de suas palavras, aliada a uma tentativa de argumentar um pseudo-respeito às tradiçoes religiosas do desafeto (isso é sério mesmo?). Vários líderes do Islã, opositores de Osama, vieram a público argumentar que esse respeito foi digno, mas ao mesmo tempo foi uma bobagem, onde “o que importava era que Osama tinha sido morto”.
E provavelmente está morto mesmo, dentro de um porta aviões, depois de uma semana de tortura intensa. É uma das poucas opções que um serviço de inteligencia inteligente teria, para que essa captura de Osama realmente tivesse frutificado algo importante. Osama é peça central, mas a Al-Qaeda é grande e estruturada. Torturar o chefe, e solicitar a ele que entregue a posição de todos os seus braços direitos e coordenadores, é uma jogada genial. E melhor ainda, se o isentar de comunicação e dar a ele a idéia de que será julgado em um tribunal de exceção, para que tenha mais esperança de que vai ser um mártir se continuar vivo. Até a Al-Qaeda caiu nessa, anunciando hoje que realmente seu líder foi morto, quando apenas constatou que ele sumiu do mapa. Talvez não se preocuparam em mudar as posições dos sub-chefes, que podem ser pegos de surpresa nos próximos meses.
Ao ignorar os Fragas do Afeganistão, defensores radicais ferrenhos dos direitos humanos de terroristas, tornando público que o objetivo da ação foi mesmo matar Osama, fica anulada uma briga maior contra esses indivíduos que sofrem de cegueira institucional. Pelo menos as bobagens que eles argumentam apenas divagam sobre uma execução sumária e fictícia. Imagine o que eles argumentariam se suspeitassem que Osama ja teve todos os olhos e dedos cortados.
Parabéns, CIA. Vocês tem minha admiração (não que isso valha muita coisa). Que os seguidores de Osama Bin Laden continuem o seguindo, e desçam com ele direto para o inferno.
Caro Alfredo eu gostaria de fazer uma pequena divagação sobre sua posição política. Aceito toda sua opinião sobre Bin Laden e companhia, mas é justo matar um líder religioso porque ele é mais fraco? Ou você acredita que o Bush(Tal pai tal filho) mataram menos inocentes o que o Bin Laden? Com uma grande diferença a motivação do Bin Laden era uma convicção religiosa "torta", e dos Estadunidenses foi sempre puramente econômica, em torno da manutenção do petróleo. Você acredita realmente que a vida de um estadunidense vale mais que de um afegão, pois é isso que esta guerra prega. Não acho que o terrorismo seja a solução, tão pouco a guerra "santa" contra o terrorismo, principalmente patrocinada pelo maior estado terrorista da atualidade Os estado unidos.
ResponderExcluirLeonardo.
concordo com tal hipotese que de certa forma seria uma forma viavel de alcançar demais menbros da gangue do osama, a questao fudamental e identificar realmete o que terrorismo pois a anos os americanos assumem o papel de terrorista ora quando demonstram ao mundo se poderio militar com orçamento militar de R$ 858 bilhões, ora intrometendo-se em quetoes politicas de diversos paises epecialmente paises mulçumanos fato este que gera conflito internos e revolta. Na verdade o mundo ocidental e oriental jamais ira compatibilizar interesses seja economicos ou religiosos, conduzindo mesmo a um stopim que deflagrara possivelmente a 3 guerra mundial travada agora entre Alá(MULÇUMANOS) E O TIO SAM( U$)
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ResponderExcluirE aí seu Alfredo... Agora quem está contra a lei é você.... O direito de expressão é livre... Agora você e os seus amigos policiais e policialescos não podem mais descarregar a sua intolerância utilizando cassetetes.
ResponderExcluirPode deletar este comentário, porque sei que vc é covarde e que tem mêdo das idéias diferentes das suas.
bye bye adorador da CIA
Caro anonimo,
ResponderExcluirTalvez voce nem saiba o que é lei... mas tudo bem.
Sobre o que vc supostamente ta se referindo, é bom vc saber que foi um julgamento que nao fedeu nem cheirou. O proprio STF decidiu que qualquer apologia torna a marcha ilegal. Ou seja, as coisas permanecem como estao, e as marchas realizadas ate entao nao deixaram de ser ilegais e, porque nao, estupidas como sempre.
Se forem realizadas da forma como foram ate agora, serao sempre repreendidas.
“Ei, polícia, maconha é uma delícia!”
“Polícia sem-vergonha/ seu filho também fuma maconha!”
Esse é o grito de guerra das marchas. Tire suas proprias conclusoes, se tiver essa capacidade.
APOLOGIA NAS MARCHAS TORNA A MARCHA ILEGAL, nem precisava de julgamento pelo Pretorio Excelso para qualquer tolo saber disso.
E nao amigo, nao deleto comentario algum. E nem tampouco sou intolerante a opinioes diversas, muito pelo contrario. Mas vc nao me conhece, e prefere me chamar de covarde quando quem posta como anonimo é voce. Sabe, no fundo, que isso que falou é apenas uma forma de expressar a frustraçao e a agressividade de quem nao tem o que escrever.